Acordo entre líderes da base enterra CPI do Cachoeira
Prevista para acabar neste domingo, a CPI vai se estender oficialmente até o início do recesso parlamentar, no dia 22 de dezembro

O contraventor Carlinhos Cachoeira com sua mulher, Andressa Mendonça: a oposição defendeu a continuidade dos trabalhos da comissão por mais seis meses
Brasília - Acordo entre os líderes da base governista enterrou de vez nesta quarta-feira os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, que serão concluídos até o fim deste ano. A estratégia dos aliados do Planalto é evitar novas investigações das ramificações do esquema do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com a empreiteira Delta. A oposição acusa os governistas de promoverem uma "vergonhosa pizza" e uma "farsa" com o fim da CPI.
Prevista para acabar neste domingo, a CPI vai se estender oficialmente até o início do recesso parlamentar, no dia 22 de dezembro. Mas estes 48 dias de prorrogação servirão apenas para que o deputado Odair Cunha (PT-MG) apresente o relatório final com as conclusões das investigações, que se arrastam desde maio. "Quero apresentar o meu relatório no dia 20 de novembro", disse Cunha.
Até o início da noite de quarta-feira, 223 deputados e 34 senadores haviam assinado o pedido para prorrogação da CPI até dezembro. O pedido foi protocolado hoje na Mesa Diretora do Senado. Não deverá ocorrer mais nenhuma reunião da CPI daqui até a data de apresentação do relatório.
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