quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Valério pode pegar até 24 anos de prisão apenas com o episódio de desvio de dinheiro do BB




Com o voto da ministra Cármen Lúcia, proferido na segunda-feira (27/8), o STF (Supremo Tribunal Federal) alcançou a maioria de seis pedidos necessários para condenação de Marcos Valério. Se nenhum dos ministros alterar seu voto até o final do julgamento, mesmo que os outros integrantes da Corte votem pela absolvição, Valério pode pegar uma pena de quatro a 24 anos de prisão. Ele e seus ex-sócios, Ramon Rollerbach e Cristiano Paz, são acusados dos crimes de corrupção ativa e peculato, ambos relacionados ao episódio de desvios de recursos do Banco do Brasil.
Mas a pena do publicitário poderá ser ainda maior. Afora o episódio relacionado ao BB, Valério é denunciado mais duas vezes pelos crimes de corrupção ativa e peculato. No caso da contratação de suas empresas pela Câmara dos Deputados, o publicitário é acusado duas vezes de peculato e uma de corrupção ativa. Em relação a este episódio, quatro ministros já votaram pela condenação e dois pela absolvição. Há ainda uma outra imputação de corrupção ativa, relacionada à compra de partidos políticos, e que será analisada em outra parte do julgamento.
Além dos crimes de peculato e corrupção ativa, a PGR (Procuradoria Geral da República) ainda acusa Valério por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, delitos que ainda vão ser julgados.
A defesa do publicitário ficou surpresa com a posição unânime dos seis ministros pela condenação de Valério no caso do BB. Em entrevista ao Última Instância, Marcelo Leonardo ressaltou que o memorial apresentado à Suprema Corte era ” uma prova robusta de que o fundo Visanet foi empregado na publicidade dos cartões do BB”.
Leonardo disse que ficou “impressionado” com o fato de nenhum dos ministros ter levado em consideração as 110 páginas de apensos que detalhariam como foram empregados os recursos Visanet. “A planilha tem todos pagamentos dos serviços prestados pela DNA Propaganda ao Banco do Brasil.”

por Fabiana Barreto Nunes
ultimainstancia..com.br

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